A Apple e o iPhone no Brasil
Por algum motivo, a Apple parece não ver o Brasil com bons olhos. Os números mostram que o Brasil tem um dos maiores mercados de computadores do mundo, significativamente maior do que o de outros países em estágio semelhante de desenvolvimento, e que vem persistentemente crescendo a altas taxas; mesmo assim, a Apple não vende computadores no Brasil (a Apple vende computadores em mercados muito menores, como Dinamarca e Áustria, mas não vende no Brasil).
Caso semelhante pode acontecer com o iPhone.
Compare preços do iPhone à venda no Brasil.
Uma matéria do Financial Times informa que a Apple está tentando levar o iPhone para o mercado chinês; a Apple está negociando com a China Mobile, que opera 363 milhões dos 522 milhões de celulares na China.
O Financial Time informa que as conversas foram interrompidas porque, segundo dirigentes da China Mobile, a Apple estaria impondo muitas condições no que diz respeito à divisão das receitas de vendas do iPhone e das chamadas telefônicas. Como descreve esse outro post, a Apple conseguiu que a ATT, única operadora oficial do iPhone nos Estados Unidos, lhe pagasse parte das vendas do iPhone e uma taxa de US$ 240 por assinante; a Apple incluiu cláusulas semelhantes nos contratos que firmou com a O2 (operadora de celulares no Reino Unido), Orange (França) e T-Mobile (Alemanha).
De acordo com a Anatel, o mercado brasileiro de telefones celulares atingiu a marca de quase 115 milhões de assinaturas em dezembro de 2007. Isso é bem mais do que os 18 milhões da O2, quase igual aos 112 milhões da T-Mobile e menos que os 163 milhões da Orange.
Mas o problema é que no Brasil existe uma maior dispersão de operadoras. Segundo a Veja dessa semana (edição 2043), a maior operadora de celulares do país é a Vivo (32 milhões de assinantes), seguida pela TIM (30 milhões), Claro (29 milhões), Oi (15 milhões) e Brasil Telecom (4 milhões).
Isso significa que, se decidir entrar no Brasil da mesma forma que o fez em outros países, a Apple terá que ou se contentar com menor fração do mercado, ou negociar com mais de uma operadora. E dado o pouco entusiasmo que a Apple tem demonstrado em relação ao Brasil, não parece que o país esteja entre suas prioridades.
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O problema não é o tamanho do mercado consumir e sim qual o mercado consumidor.
O brasil tem um mercado grande mas em máquinas de valor baixo. Os notebooks da apple são feitos para atender uma faixa de preço alta com alto desempenho. Eles não querem vender notebook barato. Em compensação na faixa de preço mais alta apenas a Sony com o vaio chega perto mas nem mesmo assim bate ela.
A Sony está vindo para o Brasil:
http://www.notebooks-site.com/blog/notebooks-sony-vaio-fabricados-no-brasil/
De acordo com esse estudo, a cidade de São Paulo sozinha é maior do que diversos Estados americanos e diversos países mundiais:
http://www.fecomercio.com.br/site/noticias_read.asp?id=190
Difícil acreditar que um mercado como o de São Paulo (sem falar do mercado do Brasil todo) não seja mais atraente do que o da Dinamarca ou da Austria.
O problema não é o preço , acho que é implicancia do Jobs desde que se clonaram Macs com sucesso na decada de 80 aqui no Brasil. Para ter uma ideia desta questão do preço , a Bang & Olufsen , que fabrica alguns dos equipamentos de audio e video mais sofisticados do planeta , possui lojas próprias no Rio e em São Paulo e justifica que 0,01% do mercado brasileiro deste setor é maior do que o mercado dela na Dinamarca, Noruega e outros paises da Europa .
Um headphone simples custa 500 reais , se não me engano.