Apple Store - A Loja da Apple

Recentemente, circularam boatos de que a Apple instalaria uma (ou mais) Apple Store no Brasil (uma loja experimental foi montada dentro dos hipermercados Extra); a Apple, como é de seu feitio nesses casos, não confirma nem desmente os boatos.

Enquanto a loja não chega, é interessante ler essa reportagem do New York Times intitulada “Dentro das Apple Stores, uma certa aura encanta os fiéis“. A reportagem descreve como as coisas funcionam dentro dessas lojas, e explica por que elas fazem tanto sucesso. A seguir, tradução de alguns trechos da reportagem:

“As 203 Apple Stores ao redor do globo são uma das razões que fizeram as ações da Apple apple-store-1.jpgsubirem 135% esse ano; para comparar, as ações da festejada Google subiram 52%, e o índice Nasdaq subiu 12%. Muito do vigor da Apple vem do sucesso do iPod e iPhone, e sua repercussão na venda de computadores; mas o sucesso das lojas de varejo (Apple Stores) também contribuíram para o resultado, numa época em que os competidores se esforçam para conseguir qualquer aumento de vendas que seja.

A Apple tem agora 20% de suas receitas provindo de suas lojas físicas, e essa cifra vem aumentando. No trimestre que terminou em setembro de 2007, as lojas faturaram US$ 1.25 bilhões, de um total de US$ 6.2 bilhões; as vendas das lojas cresceram 42% em relação ao mesmo período do ano passado.

As Apple Store vendem US$ 4.000 por pé quadrado por ano (aproximadamente US$ 43.000 por metro quadrado por ano), de acordo com analistas; enquanto outras empresas como Dell, Nokia e Sony ainda estão brigando para encontrar a fórmula de vendas certa, a Apple parece já a ter aperfeiçoado.

A Apple fez as lojas parecerem mais um ponto de encontro que um local de vendas. As luzes claras e a acústica criam um ambiente que lembra um evento, não uma loja. A cuidadosa decoração faz pensar que o próprio Steve Jobs assinou o design.

Mas a fórmula secreta pode ser a atenção pessoal que os atendentes dispensam aos clientes. Os sempre sorridentes empregados percorrem o salão, carregando terminais portáteis para processamento imediato de cartões de crédito. Técnicos trabalham no chamado “genius bar”, explicando como funcionam os iPods, iPhones e MacBooks. Outros empregados, chamados “personal trainers”, dão explicações individuais e conduzem palestras. É possível marcar consultas com “personal shoppers”.

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De acordo com um vice-Presidente, o alto nível dos serviços é fundamental para o sucesso das lojas. “O de que as pessoas mais gostam é a atenção personalizada, não dividida com outros clientes”. Muitas pessoas fazem a primeira visita apenas por curiosidade; após conhecer o serviço, elas voltam e fazem compras.

A arquitetura também é diferenciada. Em lojas de grande visibilidade, como Nova York, São Francisco e Londres, a assinatura é uma grande escada toda de vidro. Algumas são retas, e outras sobem em espiral, dando a impressão de que são sustentadas tão somente pela fama da Apple.

É certo que as lojas foram feitas para estimular o consumo. Mas elas também estimulam visitas, com dúzias de iPhones, iPods e computadores à disposição de visitantes, sem limites de tempo.

Dois anos atrás, Isabella Jade estava desempregada, em apertos financeiros, tentando um emprego de modelo, quando teve a idéia de escrever um livro descrevendo as dificuldades de uma mulher baixa para conseguir uma vaga de modelo. Sem dinheiro para comprar um computador, Jade passou a utilizar um notebook na Apple Store da SoHo, em Manhattan; após alguns meses, ela já tinha 300 páginas. Os empregados da loja não só lhe permitiam trabalhar, como deixavam sua máquina como última a ser desligada; ao final, ela foi convidada para ler seu trabalho para os funcionários.

“Todos são livres para usar os produtos - de forma razoável”, declarou o gerente daquela loja. Visitantes acessando sites para adultos são educadamente conduzidos para fora da loja. Visitantes podem trazer quase tudo que queiram; Jade trazia todos seus manuscritos, e comida para diversas horas de trabalho.

Em contraste, na grande loja da Sony da Rua 56, a apenas alguns quarteirões da Apple Store da 5 Avenida, o clima parece o de um mausoléu. E uma visita à longa e estreita loja em tons azuis da Nokia Store da Rua 57 relembra um aquário. O showroom Samsumg Experience estava quase vazio; e embora a loja afirme que incentive os visitantes a testarem os produtos, o showroom passa o sentimento de proibição.

“Sempre que pedimos aos consumidores que mencionem uma loja em que tenham tido uma boa experiência, a Apple Store é a primeira colocada”, diz a Presidente da Intelligence Group, uma firma de pesquisas. “Tudo lá funciona. Os funcionários são simpáticos e bem-informados. Eles têm as respostas às suas perguntas, e vendem o de que você precisa. Os clientes apreciam isso”.

Crédito das fotos: Apple Store.

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