Asus Eee PC como brinde
À época em que a telefonia celular foi instalada no Brasil, havia poucos modelos de aparelhos à venda, custavam caro e eram, vistos hoje, obsoletos; mesmo assim, os consumidores os compravam com avidez. Com o passar do tempo, o mercado de aparelhos se expandiu, a oferta cresceu, e os usuários passaram a se importar muito mais com os serviços prestados do que com os aparelhos utilizados; freqüentemente, o aparelho é dado como brinde, como forma de fidelizar usuários aos serviços.
Algo similar provavelmente ocorrerá no mercado de sub-notebooks ultra-portáteis, os netbooks.
O Asus Eee PC foi lançado há menos de um ano e se tornou o padrão de mercado; a cada poucas semanas, é lançado um novo ultra-portátil, e a comparação inevitável é “uma máquina semelhante ao Asus Eee PC”. Tal qual ocorreu outrora com os celulares, a competição acirrada derrubará os preços e as margens de lucros; vender um Eee será pouco interessante para pequenos varejistas.
O que acontecerá com o mercado de Eees? O mesmo que aconteceu com o mercado de celulares. Algumas grandes empresas compram grandes lotes de máquinas a preços reduzidos e as utilizam como chamariz para a venda de outros serviços (esses sim, que agregam valor e trazem lucros).
Exemplos? A Power Up Mobile, operadora de celular da Inglaterra, já oferece Eees como brinde para quem assinar contratos de dois anos, e o Royal Bank do Canadá dá Eees para novos clientes.
É questão de tempo até que a Tim ou a Claro ofereçam a maquininha para os clientes de seus (ainda caros) serviços 3G.

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