Automóveis movidos a baterias de notebooks



A revista Veja n. 2051 de 12 de março de 2008 publicou uma reportagem com o título “Do laptop para os híbridos“.

O título faz referência aos carros híbridos, ou seja, os que possuem dois motores: um movido a combustão (gasolina, álcool, diesel) e outro movido a eletricidade; o objetivo desses automóveis é diminuir a emissão de gases tóxicos, utilizando o máximo possível o motor elétrico (o motor a gasolina é usado apenas quando a fonte de enrgia do motor elétrico se esgota). O modelo híbrido de maior sucesso comercial até hoje foi o Pryus, da Toyota (ver vídeo do Pryus no YouTube).

O problema com o Pryus e os demais automóveis híbridos hoje existentes é que todos utilizam, como fonte de energia do motor elétrico, baterias de níquel; essa tecnologia apresenta uma série de problemas: baixa capacidade de armazenamento (o que redunda em baixa autonomia do automóvel), vida útil curta (as baterias têm que ser trocadas freqüentemente), material pesado (o que impede agrupamento de grande número de baterias).

A solução para esses problemas parece estar nas baterias de íons de lítio, as mesmas que alimentam a maioria dos notebooks, celulares e demais dispositivos portáteis. As baterias de íons de lítio, quando comparadas com as de níquel, armazenam duas vezes mais carga, duram duas vezes mais e ocupam metade do espaço. A principal desvantagem, além do custo mais alto (que deve cair com o aumento da escala de produção), é que as baterias de lítio se aquecem muito, o que exigirá dos fabricantes uma adequada tecnologia de resfriamento.

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O primeiro modelo comercial a adotar a nova tecnologia será o Mercedes-Benz S400 BlueHybrid (foto acima, divulgação da Mercedes-Benz). O modelo, que pode atingir velocidades de 250 km/h, deve ser lançado em 2009, a um preço estimado de US$ 53.000.

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