Firmware 1.1.3 ressuscita iPhones
Uma pequena introdução: segundo essa História do iPhone relatada pela Wired, ao lançar o aparelho, a Apple não apenas deu um salto tecnológico, mas acertou uma tacada gerencial: além de lucrar com a venda do iPhone, a Apple receberia US$ 240 por cada assinante que assinasse contrato com a ATT; em troca, a
Apple colocaria no iPhone um chip que funcionaria apenas na rede da ATT (similar ao bloqueio, que todas as operadoras brasileiras costumavam fazer).
Logo surgiram pessoas que tentaram quebrar o bloqueio. O primeiro a conseguir foi um jovem chamado George Holtz, que fez o desbloqueio por meio de hardware (ele publicou um vídeo em seu blog). Como mexer com hardware exige algumas habilidades, logo surgiu um método que permitia o desbloqueio por meio de software (alterando-se o firmware), o que não só era mais fácil como foi distribuído gratuitamente na internet. E não tardou muito para surgir uma legião de programadores se dedicando a produzir iPhone hacks, ou seja, pequenos programas que alteram as funcionalidades nativas do iPhone.
Evidentemente, a ATT não gostou disso, pois perdia clientes. Havia dúvidas sobre como a Apple se comportaria já que, embora ela também perdesse a parte da receita que era repassada pela ATT, ela lucraria com as vendas maiores do aparelho.
Em setembro de 2007, quando a Apple lançou a primeira atualização do firmware, para a versão 1.1.1, veio o que parecia ser a resposta: os aparelhos que haviam sido desbloqueados por hacks não apenas deixavam de funcionar, como ficavam impedidos de retornar a versões anteriores de firmwares (para a Apple isso é tecnicamente simples de executar, pois as atualizações são feitas apenas via iTunes, e cada iPhone que se conecta é individualmente identificado por meio do respectivo chip). O proprietário do aparelho ficava com um objeto inútil nas mãos, do tamanho aproximado de um tijolo; cunhou-se a expressão “bricked” (brick = tijolo) para designar o estado desses aparelhos.
Isso parecia uma lição clara da Apple, indicando que tentativas de desbloqueio seriam punidas severamente.
Agora, entretanto, o Tuaw e o Gizmodo informam que, após a instalação do Firmware 1.1.3 (e mais algum trabalho), conseguiram trazer o iPhone de volta à vida. O aparelho ainda funciona apenas com a ATT, mas os proprietários já podem voltar a utilizar os seus tijolos.
