Hackers invadem grandes redes wi-fi nos EUA

O site americano NBC publicou ontem, 5 de agosto, uma reportagem informando que em San Jose, na California, foi iniciado o maior processo judicial de todos os tempos contra “uma quadrilha de hackers“.

Segundo a notícia, o Departamento de Justiça Americano abriu processos contra 11 pessoas, denunciando-as por terem invadido as redes sem fio (wireless networks) de nove grandes varejistas americanas e pelo roubo e venda de mais de 40 milhões de cadastros de cartões de crédito.

O episódio pode ser visto de alguns ângulos diferentes.

Redes wi-fi ainda apresentam grandes vulnerabilidades. As varejistas invadidas foram TJX Cos, BJ’s Wholesale Club, OfficeMax, Boston Market, Barnes & Noble (maior livraria americana), Sports Authority, Forever 21 e DSW. Trata-se de grandes empresas, e não negócios de esquina. Se essas empresas tinham vulnerabilidades que permitiam até mesmo o roubo de cartões de crédito, imaginem-se as brechas que existem nos wi-fi de cafés, aeroportos e shoppings. Não foram divulgados muito detalhes da ação dos hackers, mas se informou que eles “instalaram programas que capturavam números de cartões, senhas e dados de contas bancárias, e armazenavam as informações de forma criptografada em servidores que eles controlavam na Europa Oriental e nos Estados Unidos”.

Os ataques são cada vez mais globais e menos locais. Essas são as nacionalidades dos indiciados: três norte-americanos, um estoniano, três ucranianos, dois chineses, um bielo-russo (todos esses foram nominalmente identificados) e um outro de nacionalidade indefinida que é conhecido apenas por seu nickname online. Não há menção se eles agiram todos juntos ou em grupos.

A legislação americana está preparada para combater esses crimes (decerto, muito mais que a brasileira). Primeiro, vale lembrar que a Justiça conseguiu, com exceção de um, identificar os hackers, e aparentemente abrirá procedimentos criminais contra todos, ainda que sejam estrangeiros. Entre os crimes pelos quais os hackers responderão, a reportagem menciona: conspiração, invasão de computadores, fraude contra computadores, fraude em movimentação bancária, fraude contra dispositivo de acesso, roubo de identidade, venda de dados roubados. No Brasil, ainda está engatinhado o projeto de lei que define crimes na internet.

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