Mercados de computadores: Brasil, Rússia, India e China
Uma notícia informa que a Intel está finalizando preparativos para lançar um novo modelo de notebook de baixo custo na India; o preço previsto é algo como 10.000 rúpias indianas, ou aproximadamente US$ 250 (o modelo é ainda mais barato do que o Classmate PC, também da Intel, que custa ao redor de US$ 285).
Esse modelo, segundo a Intel, será direcionado aos países do bloco denominado BRIC (Brasil, Rússia, India e China); ainda de acordo com a Intel, os processadores serão mais lentos, e as máquinas não contarão com recursos “de que usuários básicos não necessitam”.
Interessante é a afirmação da reportagem de que “no final do ano passado, o parque de PCs na India consistia de 1 milhão de laptops e 5.4 milhões de desktops”. Isso significa que só no ano passado, o Brasil vendeu mais computadores (8.2 milhões de unidades) do que todo o estoque acumulado da India; para esse ano, a previsão é que se vendam mais de 10 milhões de computadores no Brasil.
A propósito do tema, essa outra nota, de março de 2007, informa que na Rússia existem apenas 23 milhões de computadores pessoais, e apenas 12.7 milhões de russos (de uma população de mais de 140 milhões) têm acesso à internet.
Na China, as vendas foram de 7 milhões de unidades no segundo trimestre de 2007, contra pouco mais de 2 milhões no Brasil; mas como a população chinesa é quase sete vezes maior do que a brasileira, as vendas por habitante foram maiores no Brasil.
Isso mostra que o Brasil tem uma base de usuários de computador muito maior do que a de países em estágio de desenvolvimento, ao mesmo tempo em que tem mercado potencial muito maior do que os países desenvolvidos.
De acordo com as leis da Economia, seria uma excelente situação para que os grandes fabricantes (Apple, Toshiba, Sony, etc) dessem mais atenção (e lucrassem mais) ao mercado brasileiro.
