“Meu caderno é um laptop”
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Quando se fala a respeito do notebook de US$ 100 (por exemplo, aqui e aqui), geralmente se pensa nas crianças de baixo poder aquisitivo. Isso porque a intenção dos idealizadores do projeto era fazer com que o notebook suprisse algumas deficiências na educação das crianças pobres: por exemplo, conectados à internet, os notebooks poderiam proporcionar acesso permanente a livros e professores.
A Revista Época 482, de 13 de agosto, publicou uma reportagem abordando o assunto de maneira diferente; o índice para a revista, contendo o link para o artigo, está aqui, mas o material é acessível apenas por assinantes da Época.
Na matéria intitulada “Meu caderno é um laptop”, a revista informa que alguns alunos do Colégio Visconde de Porto Seguro, uma das escolas particulares mais renomadas (e caras) de São Paulo, estão recebendo um notebook, para uso e guarda individual. Os notebooks estão sendo fornecidos (ao que parece, gratuitamente) pela Positivo, que fabrica no Brasil um modelo do laptop básico Classmate, projetado pela Intel.
E por que essas crianças estão recebendo notebooks? Porque existem estudos mostrando que as máquinas ajudam as crianças a aprender melhor. Excerto da reportagem: “O Estado americano de Michigan fez um levantamento com 22 mil alunos que tiveram acesso a laptops 24 horas por dia. Em um ano, a proporção de estudantes com proficiência em leitura subiu de 29% para 41%. O porcentual de alunos aprovados em matemática dobrou, de 31% para 63%. Os laptops incentivaram principalmente os alunos mais fracos”.
A reportagem discute extensamente (8 páginas) as vantagens do uso do notebook no processo de aprendizagem (Nota do blog: faltou discutir as possíveis desvantagens do método).
O fato é que os notebooks de baixo custo podem vir a fazer parte do cotidiano de muitas crianças, e não apenas aquelas mais pobres.
