Presente de Natal em 2007: computadores e notebooks
Reportagem publicada ontem na Gazeta Mercantil descreve como e por que os computadoes em geral e os portáteis em particular serão a opção de presente de Natal de muitas pessoas; abaixo, o texto com adaptações (assinado no original por Carlos Eduardo Valim e Ana Carolina Saito).
Fabricantes ampliam produção para poder atender aos pedidos do último mês do ano. O mercado de computadores pessoais deve repetir este ano o bom desempenho registrado no Natal de 2006.
Só em dezembro, 1,4 milhão de PC serão vendidos no País, principalmente pelo varejo, segundo estimativas da IT Data, e as fabricantes começam a se preparar para atender à demanda das revendas, aumentando a produção.
O volume representa crescimento de 62,5% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando as vendas avançaram 59,4% e foram vendidos 875 mil unidades.
“O mercado de telefones celulares já atingiu a maturidade, enquanto os televisores de LCD e plasma ainda são muito caros; por outro lado, o preço dos
computadores e notebooks continua caindo”, afirma um diretor da IT Data.
Com isso, o computador será mais uma vez o destaque do Natal, especialmente os notebooks. A participação de laptops no total de vendas em dezembro deve aumentar de 12% em 2006 para quase 30% neste ano; em dezembro de 2005, o percentual foi de apenas 7%.
A maior procura se justifica pela queda na diferença nos preços entre notebooks e desktops. No último trimestre do ano passado, um notebook custava 128% a mais do que um desktop; em junho deste ano, a diferença estava em 68% (a previsão é que ela se mantenha estável até o final desse ano).
As vendas de laptops devem se concentrar em faixas de R$ 1,5 mil e R$ 2 mil, enquanto os desktops, que ganham configurações um pouco mais avançadas em relação a 2006, custarão entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil, ou seja, o consumidor pagará mais barato por um produto de melhor qualidade.
Segundo afirma um diretor da Positivo, cerca de dois terços das compras no último mês do ano serão feitas por consumidores das classes C e D, que se beneficiarão das quedas nos preços para comprar sua primeira máquina. Mas a queda de preços tão vertiginosa constatada nos últimos dois anos tende a se arrefecer, comenta o diretor: “até o fim do ano os preços devem se manter.”
Nota do blog: a procura por notebooks no Natal vai ser alta no mundo inteiro; isso vai aumentar a concorrência entre os vendedores; isso significa que, independentemente do que afirmem os fabricantes brasileiros, os preços provavelmente continuarão a cair (a Sony, por exemplo, lançou recentemente uma linha Vaio a preços mais baixos).
