Queda do dólar reduz preços de computadores
Extraído de artigo escrito por Vinícius Segalla, publicado no Globo On Line em 18 de outubro.
“Se, por um lado, o dólar baixo é ruim para os exportadores brasileiros, que encontram mais dificuldade em vender seus produtos no exterior, por outro, barateia os artigos importados pelo país, privilegiando o consumidor brasileiro. Esta semana a moeda americana fechou cotada a R$ 1,81. Em janeiro deste ano, chegou a valer R$ 2,155; em maio de 2006, valia R$ 2,371.
Montados com componentes importados, os computadores já caíram de preço em cerca de 30%, na comparação com o ano passado, e já são encontrados por menos de mil reais. De acordo com análise da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), os fatores que também contribuem para o computador mais barato são o fim da cobrança dos impostos PIS e Cofins, determinado pelo governo federal, sobre o equipamento, e a redução do mercado informal, que aumenta as vendas legais e permite que os fabricantes reduzam os preços.
Segundo a Abinee, de 2004 até hoje, os computadores contrabandeados diminuíram de 73% para 27% sua participação no mercado brasileiro. O resultado é uma queda de preço que levou a metade dos computadores vendidos no Brasil a custar menos de mil reais.
O mercado brasileiro continua apostando que a queda do dólar não vai parar. Segundo pesquisa Focus do Banco Central (BC), a estimativa é que a moeda americana feche 2007 cotada a R$ 1,85, abaixo do R$ 1,86 do levantamento anterior. Para o próximo ano, os cálculos foram mantidos em R$ 1,90.”
Nota do Blog: não há dúvidas de que o dólar caiu muito nos três últimos anos; se ele vai continuar caindo ou não, é uma dúvida. Adaptada ao tópico do blog, a dúvida é: os preços dos notebooks em reais vão continuar a cair ou não?
Os que acham que o dólar vai continuar caindo, ou vai se manter estável, podem aguardar o momento mais oportuno para compra de um notebook. Os que acham que o dólar pode subir abruptamente de valor farão melhor se comprarem um notebook agora.
Nota do blog 2: esse não é um blog sobre finanças pessoais ou mercados globais, mas abrimos um parêntese para divagações sobre esses temas.
Em seu livro A Era da Turbulência, Alan Greenspan (ex-Presidente do Banco Central Americano, provavelmente uma das pessoas mais bem informadas do mundo a respeito das finanças globais) procura examinar as razões do excesso de liquidez no mundo atual, e sua correlação com a queda do valor do dólar na maioria dos países do mundo (e não apenas no Brasil - aliás, o Brasil, infelizmente, não foi, como China, Rússia e India, digno de um capítulo específico no livro, ficando relegado a ser ‘um dos países da América Latina’).
Greenspan analisa com detalhes tópicos como: a massiva migração de chineses do campo para as fábricas, que baixou salários e preços em todo o mundo; a rápida incorporação dos avanços da tecnologia de informação aos ambientes corporativos, que aumentou a produtividade de processos e trabalhadores; a contínua sofisticação dos mercados financeiros, que permitiu que os riscos de crédito fossem dispersados por diversos mercados.
Entretanto, o próprio Greenspan afirma que: a China está deixando de ser a periferia do mundo, e os preços de seus bens e serviços estão subindo; os ganhos de produtividade estão se desacelerando (segundo ele, o Homem tem uma limitação intelectual natural, que não permite ganhos de produtividade maiores do que 3% ao ano por períodos muito prolongados); os credores estão começando a se questionar se os créditos que têm em mãos podem, de fato, ser cobrados.
O gráfico abaixo mostra a variação do dólar ao longo dos três últimos meses.

A tendência é de queda. Entretanto, houve uma acentuada subida em agosto, por causa de rumores de um início de crise no mercado de crédito imobiliário americano; em poucos dias, o dólar subiu mais de 10%.
A opinão desse blog: agora é um excelente momento para compra de um notebook. Fecha parêntese.

Olá Yan, obrigado pela citação e contato. Os preços dos computadores e eletrônicos em geral já refletem a reducão do dólar, embora nem toda ela seja repassada para o consumidor final. O preço de um produto é uma equação complexa e que leva em conta um fator psicológico e subjetivo fortíssimo: o conceito de valor.
Veja o caso da Positivo Informática, atual grande destaque no setor. Seus preços são ótimos, mas poderiam ser ainda mais baixos. Neste vácuo, surgiu a Microboard, empresa nova e que oferece notebooks a preços mais baixos e com excelente configuração. Dell, HP e outras maiores ainda cobram o “valor” de suas marcas e também têm obtido retorno. O preço caiu e tende a cair um pouco mais, especialmente em promoções para o Natal.
O aquecimento da economia brasileira, aliado aos juros menores, oferece mais crédito e as compras parceladas, com juros, são muito escolhidas. O ideal é tentar comprar à vista, negociando o melhor preço possível. Em resumo, o momento é bom para os eletrônicos. Forte abraço. Visite sempre o Dinheirama, sinta-se em casa.
Olá, Navarro,
Obrigado pela presença e pelo comentário.