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Roubo e Furto de notebooks corporativos

Roubo e Furto de notebooks corporativos

Um site americano publicou uma estória sobre o caso de um sujeito que se especializou em furtar notebooks corporativos; a estória é interessante porque trata esse assunto sob diversos prismas.

Eric Almly, de 33 anos, foi preso na Florida, acusado de ter furtado mais de 130 notebooks de diversas empresas em cinco Estados, desde 2002. Eric teve problemas com a Justiça desde a adolescência; foi preso pela primeira vez em 1992, por arrombar e invadir residências. Em 1995, roubou o primeiro laptop, um Compaq; foi preso por isso, mas não se regenerou - ao contrário, parece ter pegado gosto.

Ainda que não se considere o valor dos dados nele armazenados, o notebook, por seu preço e portabilidade, é um dos produtos mais sujeitos a furto dentro de uma empresa. Junte-se a isso o fato de que muitas corporações ainda não consolidaram uma política de uso, guarda e controle de notebooks, e fica aberto o caminho para pessoas desonestas com certas aptidões específicas.

É o caso de Eric. Ele atuava sem utilizar armas ou violência. Ele escolhia seus alvos antes de agir, geralmente grandes firmas com muitos escritórios e funcionários (além de notebooks, claro); estudava os hábitos corporativos, para identificar aquelas que tinham deficiências procedimentais; geralmente entrava no fim do expediente, quando as recepcionistas estavam saindo e a segurança noturna não havia chegado.

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Eric se mimetizava como um dos empregados; levava uma bolsa de notebook no ombro, e outra bolsa dentro da primeira; entrava caminhando logo atrás de outro empregado, para não chamar atenção. Quando confrontado, mantinha a calma e explicava, sorridente, que estava ‘procurando pelo Steve’; dirigia-se a outros empregados com naturalidade, para obter mais informações. Eric colocava tantos notebooks quanto possível dentro das bolsas e saía pela porta da frente.

Como ele vendia as máquinas? Eric reformatava as máquinas e revendia pelo eBay (que não obriga o vendedor a informar o número de série da máquina, o que impediria a venda de produtos roubados); ele era considerado um vendedor ’sério e confiável’ pelo sistema de avaliações da eBay.

Como ele foi pego? Em março passado, ele saiu dos escritórios da rede de restaurantes Outback carregando um lote de onze laptops. As máquinas continham um software rastreador; tão logo Eric (acostumado à idéia de que jamais seria pego) conectou uma delas à internet, a Outback identificou sua posição; a polícia foi acionada, obteve uma ordem de busca para o apartamento que Eric alugou por US$ 1.800 ao mês em Miami Beach, e encontrou diversas máquinas roubadas.

O quadro acima mostra as vítimas mais recentes de Eric; como se vê, mesmo grandes empresas como FedEx e Burger King tiveram vulnerabilidades que foram exploradas. O artigo menciona que, em 2004, 2 milhões de notebooks foram furtados ou roubados nos Estados Unidos. Fica o alerta para as empresas brasileiras.

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