Wal-Mart incentiva fornecedores a utilizar RFID
RFID é a sigla internacionalmente adotada para designar uma tecnologia chamada Radio Frequency Identification, ou Identificação por Rádio Freqüência. A tecnologia utiliza pequenos processadores (chamados chips ou tags em inglês) que têm duas propriedades: 1) armazenam informações sobre algo que se queira identificar e
2) transmite essas informações via rádio, as quais podem ser captadas por receptores remotos.
Um exemplo de aplicação de RFIDs é no controle de estoques. A Information Week reportou que o Sam’s Club, loja atacadista do grupo Wal-Mart, está obrigando incentivando seus fornecedores a utilizar RFID; a partir de 30 de janeiro de 2008, a Wal-Mart cobrará dos fornecedores US$ 2 por cada pallet (pacote com diversas unidades de certo produto - os pallets têm medidas padronizadas, que facilitam transporte e armazenamento com os pequenos carros-guindaste) que em que for enviada sem tags de RFID (os US$ 2 seriam o custo que a Wal-Mart teria para colocar ela mesma os tags).
A reportagem explica por que a Wal-Mart precisa tanto do RFID. A Wal-Mart tem sensores de RFID em todas as entradas de seus depósitos e em todas as máquinas que destróem caixas vazias. A cada remessa que entra num depósito, os RFIDs se comunicam com os sensores, que daí enviam a informação para os bancos de dados da Wal-Mart, que são atualizados automaticamente. Da mesma forma, a cada vez que um pacote é aberto e posto à venda, o respectivo chip é destruído, e a informação é automaticamente repassada para os bancos de dados.
Sem intervenção humana, tanto o estoque como o fluxo de mercadorias da Wal-Mart são conhecidos e atualizados em tempo real. A Wal-Mart é líder no mercado varejista, e espera-se que suas técnicas logo sejam adotadas pelos concorrentes. Em alguns anos, os RFIDs farão com os códigos de barra o mesmo que os códigos fizeram com as etiquetas de preços.
Outro exemplo de utilização da tecnologia que já está em prática é o monitoramento de carros em pedágios; cada automóvel recebe um RFID, e ao passar pela cabine de pedágio, um sensor identifica o carro e lança o débito.
Mas o potencial de utilização da tecnologia RFID é ainda mais amplo. A Hitachi já produz RFIDs de tamanho microscópico; esses chips podem ser utilizados para identificar e localizar animais, como cães de estimação ou vacas de uma fazenda; para que os chips não se percam, eles podem ser implantados no animal. E, estendendo a imaginação mais um pouco, pode-se pensar em implantar RFIDs (provavelmente com algum tipo de certificação digital e carregando seu próprio endereço IPV6) em seres humanos.
